Existe uma felina jovem escaldada e rebelde e uma felina que deseja um parceiro para vida. De alguma forma enxerga uma morte na estabilidade de planos e continuidade amorosa;até por ser algo novo e, ao mesmo tempo lembrar desastres antigos. E a normalidade antiga com parceiros que não deram certo.
Como se o fato de ter alguém constante,fosse uma espécie de morte...
Ao mesmo tempo, a felina que deseja constância amorosa,sabe,que,quando sozinha,lamenta não estar com alguém OU;quando com uma pessoa inconstante,se sente triste quando não sentem curiosidade de conhecê-la profundamente.Nesse momento se sente vazia.
E volta a querer uma pessoa constante em sua vida.
Quando vê um casal dando certo,deseja para si,aquele sentimento....
Isso, também é uma maneira de estar sempre em algum tipo de conflito. Também,um movimento destrutivo de falta de amor próprio e talvez até desvalorização do parceiro.E assim seguindo sem notar para insatisfação.
Uma solidão é agradável por um tempo e irritante a longo prazo...De alguma forma parece que ,algo constante significa domesticação do que é livre e selvagem.
O ato de caçar,capturar a presa e se satisfazer,gera um sentimento de poder e conquista,mas esse ato, se torna viciante e termina em algumas vezes com um coração desapontado...por não ter instigado curiosidade o suficiente do parceiro.
Não desejo que a selvagem felina e rebelde morra,mas também,não me agrada uma solidão exagerada ou uma felina pacata.
Acho que uma parte da minha revolução humana,se encontra na constancia,na estabilidade.E, não deixando morrer " a selvagem" em mim,afinal, os animais selvagens,procuram parceiros e construir familias e uma espècie de estabilidade.
A maternidade também é um ato selvagem e não precisamente domesticação.
Os leões são um exemplo...eles fazem bando...os gorilas fazem seu bando e continuam selvagens.
Todas as espécies tem seus valores...
Me acostumei a solidão.
Porque sempre criei por causa dela...muitos artistas precisam de solidão e dependem dela para irem de encontro consigo mesmos. E este caso,também é o meu.
Sempre que faço minha arte,não existe homem,nem família,nem amigos,nem inimigos,nem o mundo.Existe somente ey,meu interno,meu selvagem.
Quando toco violino ou canto,não existe homem,nem familia,nem amigos,nem inimigos,nem o mundo.
É preciso um tempo para minha solidão e meu silêncio.Sem solidão e silêncio, enlouqueço e o sentimento é de raiva.Como se eu estivesse sendo roubada...
Existem diferença para pessoas que precisam de outras para escrever e ou criar.Que precisam ser olhadas e admiradas para existir e precisam ser observadas para criar.Que precisam de corpos presentes na hora da criação.
Esse,não é o meu caso.
Vejo isso como invasão de criatividade,como uma corrente em meu pescoço.
Os relacionamentos antigos que tive,foram como prisões para mim. E, terminei, por não ter minha solidão e silêncio necessários para minha paz.
Será que conseguirei morar junto com alguém,com um parceiro,sem ter meus momentos de solidão absoluta?
Será que conseguiria ate mesmo com uma amiga(o)?
Antes, achava que não aguentaria solidão total...talvez não aguente por muito tempo...
Gosto também da sensação de que alguém chegará e terei com quem conversar....Existe um conflito...que não tinha tanto peso antes...
Levar um plano tão à sério junto a outra pessoa,e,tudo se mover seriamente para a realização...outra pessoa bem parecida comigo?...
Isso nunca aconteceu como está acontecendo agora
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