sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

18-Devaneio

2. Entendendo o Carma e Aceitando total Responsabilidade
Como Budistas, deveríamos aprender como perceber o aspecto real, em termos de carma, de todo acontecimento que encontramos durante nossas vidas. Há muitas fontes para podermos aprender delas. O Gosho, o Presidente Ikeda e as publicações da SGI, todos falam sobre carma. Se entendermos esta verdade latente e enfrentá-las honestamente com tal sabedoria e atitude corretas, nada neste planeta jamais viria a ser um problema para nos derrotar ou causar problemas. Em outras palavras, através da implementação de nosso conhecimento por si só, podemos minimizar o impacto de nosso sofrimento de qualquer espécie.

Tenho tido várias oportunidades de ajudar membros a entender como vencer seus desafios. Não importa quais sejam os problemas, minhas experiências me convenceram de que começando com uma cuidadosa elucidação sobre seus carmas, pavimentará essencialmente uma base sólida que as levará à vitória.

Portanto, recomendei fortemente que ela observasse seriamente esse assunto e passasse a ser o mestre de seu carma, transcendendo-o e não sendo escravizada por ele. Fortalecendo seus esforços na fé, prática e estudo elevariam sua condição de vida e lhe dariam a força e sabedoria que ela precisaria para mudar a situação. Usando a história de meu próprio carma e sofrimento, expliquei a ela o verdadeiro aspecto dela. No passado, aquelas causas feitas por ela através de seus pensamentos, palavras e ações passaram a ser o roteiro do drama de seu carma. Ela precisou de pessoas e acontecimentos para executar o carma dela, em exato acordo com seu script, assim poderia encará-lo e erradicá-lo.

Através do casamento deles, culpava seu marido por tudo de que ela não gostava. Nada positivo acontecia dos esforços de desejar e forçar o marido a mudar. O tempo foi passando, a frustração aumentando e o relacionamento deles piorando ao ponto dela eventualmente chuta-lo para fora de casa por muitos dias. Agora teve que perceber, do ponto de vista de seu próprio carma, que isto não era responsabilidade dele. Isto era e será problema dela profundamente enraizado em sua vida. Para erradicar o carma de alguém através da prática Budista não é um mero conceito ou desejo passivo. É uma ação realista e concreta que se alguém trabalhar minuciosamente, colherá o resultado desejado.
Apenas através da prática do Budismo de Nitiren Daishonin, trabalhando da parte dela e internamente ela poderia iniciar e liderar o processo de transformar o carma e mudar o relacionamento. Acima de tudo, é uma tarefa imensa mudar a si mesma. Exclusivamente para mudar outros. Teve que parar de contar com as atitudes dele. Desta forma, ela poderia tomar total controle sobre seu destino.

A verdade é que, por causa da missão de seu marido na vida dela, ele teve que desempenhar um papel exatamente de acordo como ela havia escrito a história de seu carma. Ele não teve outra escolha em termos de associação com o carma dela. Vivendo a vida dele como um marido sem sucesso e assim por diante, ele sofreu também. Portanto, sugeri a ela abrir o Estado de Buda dela e dele, e então se comunicar com ele em mente e coração, através da recitação dela.
Em suas orações, pôde se desculpar com ele por ter usado a própria vida dele para enfrentar a luta de se associar ao carma dela de possuir o carma de vários casamentos fracassados. Por essa mesma razão, também precisaria apreciá-lo. Porque de outra forma, seu carma nunca poderia ser desempenhado e não poderia ser erradicado. Mais que isso, na realidade da vida deles, existiam fatos evidentes que ela poderia detectar com sinceridade e compaixão, e incluir nas orações dela apreciação e desculpas ao marido. Da perspectiva Budista, o impasse da vida dela é na verdade um impulso para procurar a solução e determinar mudar. O sofrimento dela é também essencial para desenvolver sua capacidade de cumprir sua missão de propagar este Budismo. Em outras palavras, as funções de seu marido como "zenshiki" (bom amigo). Com a realização de sua verdadeira missão, uma prática diligente viria naturalmente.

Sofrer não seria mais um negócio. Neste caso, ela teve que colocar um fim ao sofrimento do carma. Seus pedidos de desculpas e gratidão pela missão de seu marido manifestar o mal carma dela teve portanto um senso de liberta-lo de atuar no papel de um marido inadequado. Através da mudança da atitude dela própria de aceitar seu marido, parou de perpetuar sua má associação com ele

Ao invés, começou a criar boas causas do mal carma existente, beneficiando o relacionamento deles. Era tão claro o que poderia esperar deste relacionamento no futuro. Ela poderia então dar um passo adiante para rescrever o destino coletivo deles